O ser
humano está renascendo nos planos internos da consciência, e no
ciclo vindouro da Terra se expressará por intermédio de corpos
mais sutis que os atuais. Esse processo não é desencadeado com
esforços mentais nem com a aspiração apenas. É obra sobrenatural
do espírito cósmico sobre a vida terrestre, facultada a todos os
que anseiam pela transformação evolutiva. Hoje, fase de transição,
o esvaziamento é necessário, pois libera o ser humano do que é
conhecido e prepara-o para penetrar no que é inédito e genuíno,
pois tanto a matéria quanto a consciência precisam ser reformuladas
para a nova vida acercar-se. Apegos e considerações intelectuais
podem emergir quando ele se vê tocado pelo impulso ao esvaziamento,
se a fé não prepondera, a reconstrução é postergada. Por isso a
disponibilidade para abandonar ideias, sentimentos, idiossincrasias,
costumes e tendências dos corpos é necessária. Para ultrapassar
limites pessoais, o individuo se esvazia por inteiro e não restringe
a atuação das energias. Com serenidade e firmeza, vive a
transformação. Na verdade, conceitos previamente assumidos criam
bloqueios quando as energias conduzem o ser
pelos caminhos da transcendência.
LIVRE
–ARBÍTRIO
Faculdade
do homem em eleger por si próprio a ação a praticar. Até hoje o
livre-arbítrio foi pautado por tendências pessoais, meramente
humanas e, não raro obscuras; esteve ligado ao ciclo de
desenvolvimento do consciente esquerdo. O exercício do
livre-arbítrio tem determinado muito das características atuais do
planeta e acarretou, entre outras consequências, o estado de
contaminação física e psíquica em que ele mergulhou. O
livre-arbítrio existe apenas em fases intermediárias da evolução
humana na Terra. No individuo de evolução média, cujas forças do
desejo e do pensamento disputam a soberania sobre suas ações, o
livre-arbítrio chega à máxima expressão. Esse confronto permanece
até que as forças do pensamento prevaleçam e, numa etapa mais
avançada, unam-se à vontade do espírito (mônada). Naqueles cuja
mônada despertou e cuja alma guia em certo grau a personalidade, o
livre-arbítrio, apesar de ainda existir, deixa de preponderar, pois
fatos de real importância, seja para a evolução deles, seja para o
serviço que devem prestar, são determinados pelos seus núcleos
profundos e pelas Hierarquias que os conduzem. Finalmente quando o
individuo passa pela Terceira Iniciação a alma assume total
controle do ego e da personalidade e, o livre-arbítrio é
transcendido. É assim que, aos poucos, leis superiores passam a
reger a existência humana. A transformação que agora está
acontecendo em alguns os direciona a essência da vida espiritual e
divina. Sua entrega e abertura a essa essência encaminha-os para a
superação do livre-arbítrio e para a dissolução das fronteiras
do ego, pois estas mantêm a consciência material apartada de sua
fonte interna. Eles estarão, assim em condição de não desviar
energia para fins egoístas e pessoais e, como ocorre em alguns
reinos, o vegetal, realizarão os desígnios sagrados de sua
existência. Uma civilização chega à harmonia ao polarizar-se em
níveis transpessoais.
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