sábado, 18 de janeiro de 2014

Esvaziamento



O ser humano está renascendo nos planos internos da consciência, e no ciclo vindouro da Terra se expressará por intermédio de corpos mais sutis que os atuais. Esse processo não é desencadeado com esforços mentais nem com a aspiração apenas. É obra sobrenatural do espírito cósmico sobre a vida terrestre, facultada a todos os que anseiam pela transformação evolutiva. Hoje, fase de transição, o esvaziamento é necessário, pois libera o ser humano do que é conhecido e prepara-o para penetrar no que é inédito e genuíno, pois tanto a matéria quanto a consciência precisam ser reformuladas para a nova vida acercar-se. Apegos e considerações intelectuais podem emergir quando ele se vê tocado pelo impulso ao esvaziamento, se a fé não prepondera, a reconstrução é postergada. Por isso a disponibilidade para abandonar ideias, sentimentos, idiossincrasias, costumes e tendências dos corpos é necessária. Para ultrapassar limites pessoais, o individuo se esvazia por inteiro e não restringe a atuação das energias. Com serenidade e firmeza, vive a transformação. Na verdade, conceitos previamente assumidos criam bloqueios quando as energias conduzem o ser pelos caminhos da transcendência.
LIVRE –ARBÍTRIO


Faculdade do homem em eleger por si próprio a ação a praticar. Até hoje o livre-arbítrio foi pautado por tendências pessoais, meramente humanas e, não raro obscuras; esteve ligado ao ciclo de desenvolvimento do consciente esquerdo. O exercício do livre-arbítrio tem determinado muito das características atuais do planeta e acarretou, entre outras consequências, o estado de contaminação física e psíquica em que ele mergulhou. O livre-arbítrio existe apenas em fases intermediárias da evolução humana na Terra. No individuo de evolução média, cujas forças do desejo e do pensamento disputam a soberania sobre suas ações, o livre-arbítrio chega à máxima expressão. Esse confronto permanece até que as forças do pensamento prevaleçam e, numa etapa mais avançada, unam-se à vontade do espírito (mônada). Naqueles cuja mônada despertou e cuja alma guia em certo grau a personalidade, o livre-arbítrio, apesar de ainda existir, deixa de preponderar, pois fatos de real importância, seja para a evolução deles, seja para o serviço que devem prestar, são determinados pelos seus núcleos profundos e pelas Hierarquias que os conduzem. Finalmente quando o individuo passa pela Terceira Iniciação a alma assume total controle do ego e da personalidade e, o livre-arbítrio é transcendido. É assim que, aos poucos, leis superiores passam a reger a existência humana. A transformação que agora está acontecendo em alguns os direciona a essência da vida espiritual e divina. Sua entrega e abertura a essa essência encaminha-os para a superação do livre-arbítrio e para a dissolução das fronteiras do ego, pois estas mantêm a consciência material apartada de sua fonte interna. Eles estarão, assim em condição de não desviar energia para fins egoístas e pessoais e, como ocorre em alguns reinos, o vegetal, realizarão os desígnios sagrados de sua existência. Uma civilização chega à harmonia ao polarizar-se em níveis transpessoais.


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