Esta é uma das mais preciosas e polêmicas ilustrações, Baphomet ou Bode Sabático de Mendes. Inserido na edição original do livro Dogma e Ritual de Alta Magia de Éliphas Lévi e que, segundo o autor, é a mais perfeita, panteísta e mágica representação do Absoluto, devendo ser interpretada assim:
A cabeça de
bode ( símbolo hebraico do bode expiatório que remove os pecados dos
homens) tem em seu topo, entre os dois chifres, uma tocha simbolizando a
inteligência; logo abaixo vem o pentagrama (estrela de cinco pontas,
que é o símbolo do homem, ou microcosmos. O peito de mulher alude aos
sinais redentores do "feminino" e da maternidade. O ventre,
semidescoberto, é a imagem dos mistérios da "geração" e da vida eterna,
simbolizado pelo caduceu de Mercúrio. Os braços mostram duas inscrições
alquímicas: no da direita a palavra "solve" e no da esquerda "coagula".
Os dedos posicionados com o "mudra" ( sinal) do ocultismo demonstram a
santidade do trabalho; as duas mãos, uma apontando para o alto e a outra
para baixo, expressam a segunda lei hermética; os dois crescentes
lunares, um branco que está em cima e o outro negro, que está em baixo,
explicam as complexas relações cabalísticas entre o bem e o mal, ou
entre a misericórdia (Chessed) e a Justiça (Geburah).
Essa terrível e monstruosa figura, que para os profanos aparenta ser o demônio tradicional, revela-se, porém, aos olhos do iniciado, como uma bonita alegoria e perfeita síntese do Hermetismo, da Cabalah e da Magia. Estudiosos acreditam que essa figura represente Baphomet, o ídolo supostamente adorado pelos Cavaleiros Templários embora o autor a identifique simplesmente como a "Luz Astral", o meio imponderável cuja existência permitiria explicar muitos fenômenos do ocultismo.
(livro, A História da Humanidade - Carlos Brasílio Conte ).
Essa terrível e monstruosa figura, que para os profanos aparenta ser o demônio tradicional, revela-se, porém, aos olhos do iniciado, como uma bonita alegoria e perfeita síntese do Hermetismo, da Cabalah e da Magia. Estudiosos acreditam que essa figura represente Baphomet, o ídolo supostamente adorado pelos Cavaleiros Templários embora o autor a identifique simplesmente como a "Luz Astral", o meio imponderável cuja existência permitiria explicar muitos fenômenos do ocultismo.
(livro, A História da Humanidade - Carlos Brasílio Conte ).

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